UMA CAIXA DE PANDORA: CRÍTICA À EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR CATARINENSE NO PERÍODO 1960-2010 – Maurício José Siewerdt

UMA CAIXA DE PANDORA: CRÍTICA À EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR CATARINENSE NO PERÍODO 1960-2010 – Maurício José Siewerdt
A alternativa encontrada pela classe dominante catari- nense para a reprodução da força de trabalho em nível superior foi por meio do ensino pago, e com professo- res subordinados ao regime de trabalho celetista em instituições municipais fundacionais públicas de direito privado, aglutinadas em torno da Associação Catarinen- se das Fundações Educacionais (ACAFE). No entanto, com a concessão desenfreada para a implantação de IES particulares pelo CNE a partir dos anos 1990, impli- cando o aumento da concorrência intrassetorial, as IES ACAFE, que até então gozavam do monopólio da ofer- ta de seus serviços, acabaram subordinadas à Lei do Valor. Nessas condições, a relativa autonomia adminis- trativa às legalidades do ser do capital é inversamente proporcional à realização da autonomia da instituição e da atividade docente. Conclui-se que essa concorrên- cia põe tanto os dirigentes como
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A CAMINHADA DE LUTA DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS RECUPERADAS – Maria Alejandra Paulucci

A CAMINHADA DE LUTA DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS RECUPERADAS – Maria Alejandra Paulucci

Este livro trata das características do movimento de empresas recuperadas pelos trabalhadores (ERTs) no Brasil, Argentina e Uruguai, em especial os desafios enfrentados por essas empresas para sua sobrevivência. O foco aqui são as relações de força que se desenvolvem junto com o movimento e a análise recai sobre as políticas públicas aplicadas pelos distintos governos, as relações que se estabelecem com as organizações e movimentos sociais, com os sindicatos e as universidades, além das alianças e parcerias engendradas entre as ERTs no âmbito regional, nacional e internacional. Para o caso brasileiro, foram tomadas como referência 5 ERTs localizadas em Santa Catarina e, para o tratamento das experiências argentinas e uruguaias, utilizaram-se pesquisas empreendidas em ambos os países.
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Karl Korsch: crítico marxista do marxismo

Este livro oferece uma interpretação da contribuição do jurista e teórico alemão Karl Korsch para o desenvolvimento de uma teoria político-social crítica contemporânea. Realiza uma síntese do contexto da época e da trajetória de Korsch para extrair suas premissas, identifica as bases teóricas que possibilitaram elaborações divergentes do marxismo da II e III Internacionais, apresenta os conceitos/categorias de análise do autor, por meio de dois eixos de sua produção intelectual: a busca constante pela ação autônoma do proletariado e o fenômeno da contrarrevolução nas dimensões fascista, marxista ortodoxa e democrática. Ao final, apresenta a relação entre pensamento e prática de Korsch com o presente. Cinco apêndices trazem a tradução de quatro cartas e um ensaio, inéditos em língua portuguesa. Continue lendo

Política de Memória Histórica no Brasil: um estudo de sociologia política

Quem tem medo da verdade? Esta é a pergunta que o sociólogo Linoberg Almeida nos faz de início ao prefaciar este livro. Desvendar verdades parece desafio raro numa terra que abraça jeitos e ditos cinzentos, e a autora Juliana Grigoli abre uma picada, um norte, em seu compilar e desmontar dos jeitos de expressar uma época, uma sociedade e suas verdades. Sua pesquisa teve como principal objetivo analisar o processo de oficialização ou institucionalização de políticas de memória histórica no Brasil, em especial no estado de Santa Catarina, assim como as controvérsias em torno de reivindicações não resolvidas. Como resultado, foi possível concluir que ainda há elementos organicamente autoritários constitutivos da democracia instalada, como de controle político sobre as demandas estruturais da sociedade.
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A escola e a exploraçao do trabalho infantil na fumicultura catarinense

Este livro aborda as circunstâncias em que a exploração do trabalho infantil e a ajuda da criança ocorrem na fumicultura catarinense e se relacionam com a escolarização. Além de um estudo bibliográfico e de uma análise documental, foram feitas entrevistas e análise de 1.080 desenhos e redações de crianças e adolescentes. Ao escutá-los, constatou-se que eles realizam inúmeros trabalhos rurais e domésticos, combinados em formas familiares e não familiares. Concluiu-se que, se por um lado a sociedade coloca o problema do trabalho infantil como algo a ser resolvido pela escolarização, pela legislação e pelas políticas públicas, por outro tais ações têm se mostrado incapazes de solucionar os problemas cuja origem está entranhada nas relações contraditórias que submetem o trabalho ao capital. Continue lendo

Precarização e trabalho decente nas cadeias produtivas globais

As cadeias produtivas globais têm promovido alterações no estatuto do trabalho. Os processos de terceirização e quarteirização da força de trabalho impõem desafios para o protagonismo sindical. Nesse contexto, novas modalidades emergem como possíveis parâmetros para a criação de melhores empregos, com respeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores em direção à noção de trabalho decente da OIT. O livro aborda a experiência da multinacional Inditex e os limites e avanços em matéria de responsabilidade social empresarial e trabalho decente. Como resultado principal, mostra que a pulverização descontrolada da cadeia produtiva é um dos elementos-chave do modelo fast-fashion, que promove, de um lado, a roupa de baixo custo e, de outro, a precarização e a escravidão contemporânea. Continue lendo